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Cálcio e Vitamina D em DII


Cálcio e Vitamina D em DII

O cálcio e a vitamina D nas Doenças Inflamatórias Intestinais

 

Dois nutrientes de grande importância nas Doenças Inflamatórias Intestinais (DII) são o cálcio e a vitamina D. Muitas vezes, a ingestão desses nutrientes é baixa, devido às restrições feitas pelo próprio paciente ou até mesmo por profissionais de saúde, sem avaliar com cautela, a devida necessidade dessa restrição. Por outro lado, fatores relacionados à má absorção intestinal, diagnóstico de intolerância à lactose, sintomas gastrointestinais e até mesmo o próprio tratamento medicamentoso, também interferem na ingestão e no aproveitamento desses nutrientes pelo organismo.

É comum observar entre os pacientes com DII, a ingestão reduzida de cálcio e vitamina D. Para ser absorvido, o cálcio depende da vitamina D e ambos atuam sobre o sistema ósseo, prevenindo o desenvolvimento de osteopenia e osteoporose. Portanto, o consumo inadequado de um desses nutrientes acaba prejudicando a saúde do paciente, favorecendo o surgimento das doenças ósseas.

Em geral, a recomendação diária de cálcio para adultos até os 50 anos é de 1000mg/dia e para aqueles com idade superior a 51 anos recomenda-se 1200mg/dia. A recomendação de vitamina D é de 15µg/dia para adultos. Pacientes com DII em tratamento com corticoides têm suas necessidades de cálcio e vitamina D aumentadas em até 1,5 vez, comparada a fase onde o corticoide não faz parte do seu tratamento.

O cálcio é obtido principalmente por meio do leite e seus derivados (iogurte, bebida láctea, queijo e requeijão). Alguns vegetais também são fontes de cálcio, como a couve, brócolis, agrião e mostarda, além de castanhas, amêndoas, nozes e a sardinha. Para pacientes com intolerância à lactose ou alergia à proteína do leite, já existem diferentes opções no mercado para substituir os produtos tradicionais. Dentre essas opções estão os produtos Lac Free ou sem lactose, os produtos à base de soja, bem como algumas bebidas à base de arroz, amêndoas e castanhas, as quais são enriquecidas com vitamina D e fontes de proteínas, produtos esses desenvolvidos para atender às necessidades desse público em específico.

A vitamina D geralmente é obtida por meio da exposição ao sol. Os raios ultravioletas induzem a conversão da vitamina D inativa em sua forma ativa, indispensável para a absorção do cálcio e prevenção de doenças ósseas. Porém, a vitamina D também pode ser obtida em pequenas quantidades pela alimentação, sendo encontrada em ovos, leite e seus derivados na versão integral, margarinas enriquecidas e no óleo de fígado de peixe.

Como cada paciente têm suas características próprias, a ingestão desses nutrientes e seus níveis no sangue devem ser avaliados com cautela por um profissional capacitado e a suplementação pode ser necessária.

Uma dica para definir qual produto comprar é ler com atenção o seu rótulo. Ao ler os rótulos, o consumidor é capaz de verificar quanto de um nutriente é ofertado por porção daquele produto, podendo escolher aquele que oferta maior quantidade do nutriente de interesse.

 

Dra. Lana Claudinez dos Santos

Nutricionista (Ambulatório de Intestino – Hospital das Clínicas/UFMG)

Mestre e Doutora em Bioquímica e Imunologia